ANÁLISE DO FOSETIL-ALUMÍNIO
Pesticidas polares em alimentos por cromatografia LC-MS/MS
O aparecimento de resíduos de ácido fosfónico ou fosforoso nas culturas pode ocorrer como resultado da aplicação de produtos fitofarmacêuticos, podendo este resultado ser aumentado quando um produto foi aplicado por via foliar. Pode também ocorrer através da aplicação de Fosetyl Aluminium, um produto não autorizado na agricultura biológica, que se degrada na planta em ácido fosfónico.

Porque é que é importante testar o Fosetyl Aluminium?
Atualmente, tanto a Global G.A.P. como outras organizações relacionadas com o sector agrícola comunicaram a presença e a superação de limites máximos de resíduos (LMR) em culturas comoo pêssego, a romã, o dióspiro e outras culturas.
Em mais de 50% não foi realizada nenhuma aplicação direta de Fosetil Alumínio como produto fitossanitário, pelo que tudo indica que o aparecimento de resíduos de ácido fosfónico ou fosforoso nas culturas pode ocorrer como resultado da aplicação de produtos fitossanitários em aplicações foliares, podendo este resíduo de ácido fosforoso aumentar quando um produto foi aplicado por via foliar.
ORIGEM E DEGRADAÇÃO DO FOSETIL-ALUMÍNIO
Como resultado da aplicação de produtos fitofarmacêuticos a partir de aplicações foliares, onde esse resíduo de ácido fosforoso pode aumentar quando um produto foi aplicado foliarmente.
Ocorrência através da aplicação de fosetil alumínio, um produto não autorizado na agricultura biológica, que se degrada na planta em ácido fosfónico.
Por este motivo, a atual definição de resíduos da UE de fosetil-al é definida como a “soma de fosetil, ácido fosfónico e respectivos sais, expressa em fosetil”. Isto gera frequentemente confusão, uma vez que os relatórios laboratoriais indicam uma soma de fosetil-al, embora não tenha sido detectada a presença de fosetil-alumínio, mas na maioria dos casos apenas a do ácido fosfónico.
Os fosfonatos foram utilizados até 2013 como fortificantes em culturas biológicas, mas a partir de outubro desse ano entraram em vigor os Regulamentos 369/2013/UE e 832/2013/UE, que aprovam a utilização do fosfonato de potássio e do fosfonato dissódico como ingredientes activos de produtos fitofarmacêuticos, pelo que a sua utilização nestas culturas deixou de ser autorizada.
ANÁLISE DO FOSETIL-ALUMÍNIO
No processo de degradação do fungicida Fosetyl-Al (fórmula molecular: C2H6PO3), cuja utilização na agricultura biológica não é permitida, o ácido fosfónico é produzido através do produto intermédio Fosetyl (C2H6PO3 H, cada Fosetyl-Al produz 3 componentes individuais de Fosetyl, uma vez que a valência do alumínio é 3).
Por este motivo, a definição de resíduo de Fosetil-Al é, de acordo com o Regulamento (CE) n.o 396/2005: Fosetil-Al (soma de fosetil, ácido fosfónico e seus sais, expressa em fosetil).
MÉTODO UTILIZADO
No AGQ Labs utilizamos o método PE-690: PESTICIDAS POLARES EM ALIMENTOS POR CROMATOGRAFIA LC-MS/MS.
Método desenvolvido e validado pelo EURL (Laboratórios de Referência da UE para Resíduos de Pesticidas), em que são utilizados padrões internos isotópicos para cada um dos compostos, o que amortece possíveis variações da matriz e melhora a quantificação.
- Extração: O método de extração utilizado é o chamado “QuPPe” (método QUECHERS para compostos polares), que consiste na extração dos analitos com metanol acidificado.
- Instrumentos – Coluna cromatográfica: Hipercarb, mais eficiente e selectiva que a coluna iónica, separando melhor a carga da matriz, há menos interferência na análise, o que torna os picos cromatográficos dos compostos mais claros.
Na nossa análise do Fosetil Alumínio Suma, conseguimos diferenciar a substância ativa do Fosetil Alumínio da presença do ácido fosforoso, podendo assim saber a origem da presença do Fosetil Alumínio (Suma).

