A campanha 2026/2027 arranca com boas perspetivas. Descubra como a análise de azeite e de azeitona garante a qualidade e a segurança dos produtos.
A campanha da azeitona de mesa 2026/2027 já está em curso, enquanto o setor se prepara para o início da colheita destinada à produção de azeite. As primeiras perspetivas apontam para um cenário favorável, embora a evolução das condições meteorológicas e do calibre do fruto continue a condicionar o volume que chegará finalmente à indústria. Neste contexto, a análise de azeite e de azeitona de mesa assume um papel estratégico.
Agricultores, cooperativas, unidades de preparação de azeitona, lagares, embaladores e exportadores necessitam de informação fiável para determinar o momento da colheita, classificar o produto, controlar contaminantes e comprovar o cumprimento dos requisitos comerciais e regulamentares de cada mercado.
Perspetivas para a campanha da azeitona 2026/2027
A campanha 2026/2027 apresenta boas perspetivas para o setor oleícola português. No entanto, a disponibilidade de água, as temperaturas das próximas semanas, o calibre, o estado sanitário do fruto e a decisão de destinar parte da produção à produção de azeite ou azeitona de mesa poderão influenciar o resultado final.
No caso do azeite, estas semanas são um período decisivo. O acompanhamento da maturação e do rendimento em gordura permite antecipar decisões no campo e organizar a entrada da azeitona no lagar com base em critérios objetivos.
Porque é fundamental analisar o azeite e a azeitona de mesa?
Uma campanha com maior disponibilidade de produto cria oportunidades comerciais, mas também aumenta a necessidade de diferenciar lotes, otimizar processos e evitar não conformidades. O laboratório transforma uma amostra representativa em informação útil para apoiar a tomada de decisões ao longo de toda a cadeia de valor.
Escolher o momento adequado para a colheita
A análise da azeitona permite controlar parâmetros como a humidade, o rendimento em gordura e o estado de maturação. O seu acompanhamento ajuda a encontrar o equilíbrio entre a quantidade de azeite, as características sensoriais, a estabilidade e as necessidades produtivas.
Estes dados são especialmente importantes para:
- Planear a colheita por parcelas e variedades.
- Estimar o rendimento industrial da azeitona.
- Organizar a receção e a extração no lagar.
- Comparar a evolução da campanha durante as semanas que antecedem a colheita.
- Apoiar decisões agronómicas para futuras campanhas.
Verificar a qualidade e a categoria comercial do azeite
A classificação de um azeite não depende de um único resultado. Requer a combinação dos ensaios físico-químicos estabelecidos pela regulamentação aplicável com a avaliação organolética, quando esta seja exigida.
Entre as determinações mais habituais encontram-se a acidez, o índice de peróxidos, a absorvância no ultravioleta (K232, K270 e ΔK), as ceras e os ésteres etílicos, além de outros parâmetros de qualidade e pureza aplicáveis em função do tipo de azeite e do seu destino.
Esta caracterização permite classificar corretamente os lotes, organizar o seu armazenamento, apoiar operações de compra e venda a granel e verificar a sua conformidade antes do embalamento ou da exportação. No caso do azeite virgem extra (AOVE), o controlo físico-químico deve ser complementado pela avaliação sensorial exigida para esta categoria.
Controlar resíduos e contaminantes
A segurança alimentar e o cumprimento dos requisitos legais exigem planos analíticos adaptados ao produto, ao processo e ao mercado de destino. Em função dos riscos identificados, estes podem incluir o controlo de:
- Resíduos de produtos fitofarmacêuticos.
- Metais pesados.
- Hidrocarbonetos de óleos minerais e outros hidrocarbonetos relevantes.
- Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
- Plastificantes e contaminantes associados a materiais em contacto com os alimentos.
- Outros compostos regulamentados ou requeridos pelo cliente ou pelo país de destino.
Definir corretamente o âmbito do controlo é tão importante como realizar o ensaio. Nem todos os lotes apresentam os mesmos riscos, nem todos os mercados aplicam requisitos idênticos. Por isso, é importante definir o plano de controlo tendo em consideração a origem da matéria-prima, os tratamentos aplicados, o processo industrial, o embalamento e o destino comercial.
Controlos específicos para a azeitona de mesa
A azeitona destinada a conserva requer controlos durante a receção, a fermentação, o armazenamento e a preparação do produto final. Além da análise de resíduos e contaminantes, podem ser avaliados parâmetros físico-químicos e microbiológicos relacionados com a estabilidade do processo e a conformidade do produto.
O pH, a acidez livre, a concentração de sal, as características da salmoura e determinados indicadores microbiológicos ajudam a acompanhar a evolução da fermentação e a detetar desvios antes que estes afetem um lote completo. O programa analítico deve ser ajustado ao tipo de processamento, à apresentação comercial e ao período de vida útil previsto.
Capacidade analítica especializada para o setor oleícola em Portugal
A AGQ Labs disponibiliza uma resposta integral ao setor oleícola e da azeitona de mesa em Portugal, através das capacidades complementares dos seus laboratórios e equipas técnicas.
A experiência da AGQ Labs permite prestar apoio especializado na análise de azeites, azeitonas, gorduras vegetais e produtos derivados, bem como no controlo de qualidade, segurança alimentar, resíduos e contaminantes.
Estas capacidades são complementadas por serviços técnicos especializados em controlo agroalimentar, análise de contaminantes, serviços agronómicos e soluções ambientais. Esta estrutura permite acompanhar o cliente desde o cultivo e a tomada de decisões no campo até à verificação do produto acabado.
Apoio à exportação e perante incidências com a FDA
A exportação exige verificar não só a conformidade do produto na origem, mas também os requisitos específicos do mercado de destino. Um resultado fora de especificação, uma documentação insuficiente ou um alerta podem atrasar uma operação e gerar custos logísticos e comerciais.
A presença internacional da AGQ Labs, incluindo nos Estados Unidos, facilita o apoio técnico a empresas exportadoras perante consultas relacionadas com a Food and Drug Administration (FDA), detenções de mercadorias, análises no destino e resolução de incidências.
A combinação de capacidade local e cobertura internacional permite responder com maior agilidade e coordenar o controlo analítico nas diferentes fases da operação.
Perguntas frequentes
- Que análises permitem conhecer o rendimento da azeitona? Os controlos de humidade e rendimento em gordura ajudam a estimar a quantidade de azeite que pode ser obtida e a acompanhar a evolução do fruto antes da colheita. Estes controlos podem ser complementados com a extração através do método Abencor e com a avaliação do azeite obtido.
- Que parâmetros determinam se um azeite pode ser classificado como AOVE? A categoria exige o cumprimento dos limites físico-químicos estabelecidos e a aprovação na avaliação organolética correspondente. Entre os parâmetros habitualmente avaliados encontram-se a acidez, o índice de peróxidos, K232, K270, ΔK e os ésteres etílicos, sem prejuízo de outras verificações de pureza e autenticidade.
- Que contaminantes podem ser analisados no azeite e na azeitona de mesa? O plano analítico pode incluir resíduos de produtos fitofarmacêuticos, metais pesados, hidrocarbonetos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, plastificantes e outros compostos, em função da análise de riscos e dos requisitos do mercado de destino.
- Porque é importante trabalhar com um laboratório reconhecido pelo COI? O reconhecimento do Conselho Oleícola Internacional (COI) demonstra a competência do laboratório nos ensaios abrangidos por cada categoria de reconhecimento. Os tipos B e C correspondem, respetivamente, a análises físico-químicas avançadas e a análises de resíduos e contaminantes.





